Alimentos seguros e menos impacto no meio ambiente: os TEAs são o futuro da agricultura

A conferência intitulada “A proteção das invenções vegetais na era das tecnologias de evolução assistida” teve lugar hoje na Academia Georgofili, promovida pela Georgofili em conjunto com a UNASA (União Nacional das Academias Italianas para as ciências aplicadas ao desenvolvimento agrícola, segurança alimentar e proteção ambiental), SIGA (Sociedade Italiana de Genética Agrícola) e SIB (Sociedade Italiana de Patentes).
As TEAs (tecnologias de evolução assistida) podem ajudar eficazmente a agricultura do futuro, encurtando significativamente os tempos de melhoramento genético, fornecendo respostas úteis à produtividade posta à prova pelas alterações climáticas e reduzindo a utilização de pesticidas químicos. Sem inserir DNA externo na planta, com os TEAs é possível tornar as culturas mais resistentes aos patógenos e ao estresse térmico, como sublinha a professora Stefania Masci, presidente do SIGA. Um exemplo emblemático diz respeito à produção de peras, uma excelência da agricultura italiana: as variedades hoje utilizadas no campo datam do século XIX e são muito vulneráveis. Ao inserir características genéticas de resistência nas variedades de pêra, será possível restaurar e garantir a sua produção em poucos anos.
A aprovação do Regulamento Europeu sobre TEA em 17 de junho de 2026 abriu novas perspectivas para a investigação, embora ainda demore cerca de dois anos para desenvolver os regulamentos de aplicação necessários para colocar no campo plantas geneticamente melhoradas.
Como explicou Vittoria Brambilla, professora da Universidade de Milão que estudou TEAs desde o início, lidando especificamente com arroz resistente ao brusone (um fungo muito prejudicial), até agora os campos experimentais de TEA foram submetidos às mesmas regulamentações restritivas que os OGM, mesmo que sejam tecnologias mais novas e completamente diferentes. Porém, receber todas as autorizações necessárias e passar nas diversas verificações não foi o único obstáculo para os pesquisadores: o arrozal estudado por Vittoria Brambilla foi de fato vandalizado e destruído por desconhecidos. Consequentemente, os novos ensaios de campo exigiram poderosos equipamentos de vigilância que, como sublinhou Brambilla, infelizmente drenam fundos preciosos destinados à investigação científica.
A reunião na Academia Georgofili contou com a contribuição das numerosas academias agrícolas que se juntam à UNASA. Como destacou a presidente da UNASA, Simone Orlandini, o papel das academias e das sociedades científicas é crucial para alimentar o debate livre, desenvolver estratégias e promover a divulgação das mais recentes inovações – como os TEAs – tanto para profissionais como para consumidores, que poderão apreciar os seus benefícios do ponto de vista ambiental e nutricional.
A grande confiança nos TEAs vem de investigadores e agricultores, mas também dos próprios consumidores: de acordo com um inquérito recente da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos), os cidadãos não dizem estar preocupados com a utilização de novas técnicas genéticas aplicadas às plantas, mas sim com a segurança do abastecimento alimentar. Com informações corretas, os consumidores podem compreender facilmente que os TEAs são tecnologias seguras.
Na sequência da aprovação do Regulamento Europeu sobre TEA, do ponto de vista da propriedade intelectual, conforme explica o advogado. Federico Caruso do SIB, as patentes para variedades vegetais continuarão a existir, mas serão acompanhadas de novas ferramentas de “Soft Law” (diretrizes, indicações e códigos de conduta) para todas as partes interessadas: criadores, pesquisadores e produtores. O objetivo é mapear claramente as questões de propriedade intelectual para permitir que todos se orientem melhor. Tentaremos, portanto, regular as relações entre os vários intervenientes na cadeia de abastecimento para evitar condutas incorretas ou assimetrias de mercado, fornecendo indicações sobre as condições de licenciamento de patentes TEA, regulando situações de utilização acidental (por exemplo, através de polinização) e facilitando mecanismos rápidos de resolução de litígios, sem necessariamente ter de recorrer a processos judiciais.

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