Teste de azeite suíço: importantes marcas italianas também sob observação especial

Um teste realizado pela revista suíça Saldo em 16 produtos, realizado pela revista italiana de defesa do consumidor Il Salvagente, chama a atenção para questões críticas generalizadas, incluindo marcas bem conhecidas dos consumidores.

Entre as amostras analisadas, alguns produtos de grande varejo apresentam níveis de contaminação relativamente mais elevados. Em particular, um óleo comercializado pela Aldi destaca a presença combinada de plastificantes, pesticidas e hidrocarbonetos minerais (MOSH e MOAH), com valores entre os mais elevados do teste.

Mesmo os produtos da marca Lidl não estão isentos: um possui níveis moderados de plastificantes e MOAH, enquanto outro registra o maior valor de MOSH encontrado na pesquisa. Em ambos os casos também foram identificados vestígios de pesticidas.

Marcas italianas históricas sob observação

As questões críticas não dizem respeito apenas aos produtos mais baratos. Mesmo algumas marcas históricas apresentam presença de contaminantes, ainda que dentro dos limites legais.

O óleo Monini Classico contém pesticidas (0,05 mg/kg) e entre estes o fungicida difenoconazol, suspeito pela Agência Europeia de Produtos Químicos de causar câncer, plastificantes (0,24 mg/kg) e MOSH a 12 mg/kg, com MOAH a 2,5 mg/kg.

Bertolli Extra Virgem apresenta pesticidas (0,03 mg/kg), plastificantes (0,37 mg/kg) e presença de PAHs (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) iguais a 1,1 µg/kg. MOSH é de 11 mg/kg e MOAH de 2,1 mg/kg.

Já para Filippo Berio, o teste detecta plastificantes a 0,58 mg/kg, PAH (0,64 µg/kg), MOSH a 18 mg/kg e MOAH a 2,9 mg/kg, um dos valores mais elevados entre os produtos analisados.

A questão dos óleos minerais

É dada especial atenção à presença de MOSH e MOAH, contaminantes derivados de óleos minerais. Os MOAH são considerados os mais problemáticos: as recomendações europeias indicam que devem estar ausentes ou presentes em níveis muito baixos, cerca de 2 mg/kg.

Vários produtos analisados ​​aproximam-se ou ultrapassam este limiar. Para o MOSH, no entanto, ainda não existe um limite legal vinculativo, mas valores elevados são considerados indesejáveis ​​porque estas substâncias tendem a acumular-se no organismo.

Tudo dentro dos limites, mas o desconhecido permanece

Um elemento crucial é que, individualmente, todos os valores registados se enquadram nos limites legais. No entanto, os especialistas sublinham que a presença simultânea de múltiplos contaminantes pode representar uma incógnita.

É o chamado “efeito coquetel”: a exposição combinada a diferentes substâncias, cada uma em pequenas quantidades, pode ter efeitos a longo prazo ainda pouco compreendidos. As fontes de contaminação são múltiplas — desde o meio ambiente, passando pelos processos industriais até às embalagens — e dificultam o controlo total.

Consumidores entre qualidade e segurança

A investigação não põe em causa a segurança imediata dos produtos, mas levanta questões sobre a qualidade global e a gestão da cadeia de abastecimento. Para os consumidores, o conselho dos especialistas continua a ser variar as escolhas, privilegiar produtos com uma cadeia de abastecimento rastreada e prestar atenção à conservação.

O tema, entretanto, permanece em aberto: se por um lado os limites regulamentares são respeitados, por outro há uma atenção crescente aos contaminantes que, embora invisíveis, contam uma realidade mais complexa por detrás de um dos símbolos da dieta mediterrânica.

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