A União dos Pequenos Agricultores e Criadores de Pecuária (UPA) de Málaga protestou contra a situação económica insustentável do olival tradicional, cujos produtores não conseguem sequer cobrir os custos de produção. Em comunicado, a organização apela ao Ministério da Agricultura para que ative imediatamente as medidas de mercado referidas no artigo 167.º-A do Regulamento (UE) n.º 1308/2013, destinadas à correção dos preços na fonte.
Neste contexto, o secretário-geral, Francisco Moscoso, denunciou que o sector vive uma crise forçada artificialmente por interesses externos ao campo, que deixa fora de acção milhares de pequenos e médios olivicultores. Na sua opinião, os olivicultores tradicionais perdem dinheiro todos os meses porque não conseguem cobrir os custos de produção com a venda do produto.
O secretário-geral da UPA Málaga salienta que vários estudos indicam que os custos de produção num olival tradicional rondam os 5 euros por quilo, um nível não coberto pelos actuais preços grossistas.
Por todas estas razões, a UPA Málaga insta o Ministério da Agricultura a parar de adiar decisões e a implementar mecanismos de estabilização do mercado. Por sua vez, convida o próprio sector oleícola a defender o verdadeiro valor do azeite virgem extra, como produto essencial e de elevada qualidade.
O preço do azeite deve ser adequado tanto para o produtor como para o consumidor.