Apúlia gastou 258 milhões de euros com Xylella fastidiosa

«Estamos a utilizar todos os recursos disponíveis de forma concreta e eficaz para combater a Xylella e regenerar o património olivícola da Apúlia». Com estas palavras, o vereador da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Região da Apúlia, Francesco Paolicelli, falou em audiência perante a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, durante a reunião dedicada à utilização de fundos destinados ao combate à Xylella fastidiosa.

No seu discurso, Paolicelli fez um balanço do andamento do plano extraordinário de regeneração da azeitona da Apúlia, no valor total de 300 milhões de euros. «Apesar das complexidades e dificuldades administrativas também ligadas à pandemia – explicou – o Plano atingiu um nível de progresso superior a 86% dos recursos comprometidos e superior a 80% dos já desembolsados».

Segundo o vereador, as medidas activadas permitiram apoiar milhares de empresas agrícolas afectadas pela emergência fitossanitária, incentivando a replantação com cultivares resistentes, a contenção do vector da doença e o apoio ao rendimento dos agricultores.

Durante a audiência, foi também destacado o trabalho desenvolvido pela Região para melhorar a eficácia das intervenções através da comparação constante com o território e de uma remodulação de medidas em função da alteração do contexto produtivo.

Foi também dada especial atenção à questão da transparência e dos controlos sobre a utilização dos recursos públicos. Paolicelli anunciou a aprovação de um memorando de entendimento com a Guardia di Finanza que também introduzirá verificações estruturadas sobre os fundos destinados ao combate à Xylella.

«É um passo fundamental para garantir a correcção, eficiência e total rastreabilidade dos recursos», declarou o vereador, anunciando que o protocolo será apresentado oficialmente no dia 18 de Maio em conferência de imprensa.

Para encerrar, Paolicelli reiterou o duplo objetivo da Região da Apúlia: completar o Plano com prazos determinados e resultados concretos e, ao mesmo tempo, construir um modelo cada vez mais sólido de gestão dos recursos públicos.

«A regeneração da azeitona – concluiu – não é apenas uma resposta à emergência, mas uma alavanca estratégica para o futuro da agricultura da Apúlia».

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