Em torno das origens e significado das palavras: azeitona, oliveira e azeite

Você encontrará mais nas oliveiras do que nos livros; eles vão te ensinar

as coisas que nenhum professor jamais lhe dirá. (GS)


Na Grécia, dizia-se que a oliveira e a oliveira elaiao óleo elaionambos termos derivados de cretense.

Em latim elaion e depois oleum indicam petróleo em geral, porque na antiguidade nenhum outro era conhecido.

De óleo o verbo é derivado olereisto é, cheirar. (Todos aqueles que professam ser provadores de azeite devem conhecer este significado).

O nome único oleum permaneceu então mesmo quando óleos de outras plantas foram usados, não apenas nas línguas românicas, óleo em italiano, huile em francês, oleo em espanhol, mas também em línguas germânicas: óleo em inglês, ol em alemão.

Mesmo a palavra drupa que no vocabulário botânico se aplica a todas as frutas com caroço, vem do latim drupa ou drupa “azeitona preta”, que está madura, derivada por sua vez do grego drypetes “fruta que cai espontaneamente da árvore”, e “drypepes” “aquela que amadurece na árvore”, em particular a azeitona e secundariamente o figo. Mas drypetes e drypepes derivam ambos de drys “árvore sagrada”, mas drys indicava sobretudo o carvalho.

Por que então a raiz seca é encontrada em palavras que dizem respeito à azeitona madura?

Mas por que também a oliveira era uma árvore sagrada!

A bolota era considerada o principal alimento dos homens da época de ouro.

Isto é destacado por Virgílio que, refletindo nas Geórgicas sobre a existência de certas crenças antigas, observa que a rarefação das “bolotas do bosque sagrado” marcou o fim da idade de ouro. Foi a azeitona que a substituiu, mas só graças ao cultivo, porque a oliveira não é selvagem, é uma espécie cultivada.

Para os antigos, a azeitona era, portanto, fruto da civilização, tal como a bolota fora o fruto da idade de ouro.

E sendo a árvore da civilização, Aristóteles nos lembra:

“Se alguém arrancar ou derrubar uma oliveira, seja ela estatal ou privada, será julgado pelo Tribunal e, se for considerado culpado, será punido com a pena de morte”.

(Aristóteles, Constituição dos Atenienses. 330 – 322 AC)

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