Foram apresentados os resultados da Pesquisa 2024-2025 do Observatório de Sustentabilidade Alimentar gerido pela Politécnica de Milão.
74% das empresas agrícolas adotam pelo menos uma prática circular, o modelo baseado no uso sustentável e regenerativo dos recursos naturais para evitar o seu esgotamento e reduzir o desperdício.
As práticas mais difundidas são as regenerativas, como a agricultura integrada e conservadora, a protecção da biodiversidade ou a manutenção dos ecossistemas, adoptadas por mais de uma empresa em cada duas; 48% utilizam matérias-primas obtidas de resíduos de processos, água reutilizada e energia de fontes renováveis. A valorização dos excedentes de produção, incluindo a valorização, a doação e a retransformação, é uma prática adoptada por 38%, enquanto a dos resíduos e da biomassa reutilizável como matéria-prima na indústria, fertilizantes agrícolas ou outras aplicações, por 33%.
Práticas circulares que ocorrem em 82% das empresas muito grandes, em comparação com 77% das grandes, 76% das médias e 73% das pequenas. Na transição sustentável dos sistemas alimentares, um dos caminhos possíveis é a cadeia de abastecimento curta, onde o Gás, os grupos de compras solidários, são uma possível alternativa aos canais de distribuição tradicionais; mas a distribuição em grande escala continua a oferecer maiores garantias em termos de poupança e facilidade de compra. Dois modelos que podem coexistir. As embalagens alimentares também estão no centro do debate, vistas como um dos grandes inimigos a serem repensadas de forma circular, rastreável e sustentável, conciliando a proteção ambiental com a redução de desperdícios e qualidade dos produtos.