Repelentes e ecossistemas: a proteção invisível que pesa no planeta

Se o tema dos protetores solares “amigos dos recifes” já entrou nos hábitos dos consumidores, uma nova fronteira da consciência ambiental diz respeito aos repelentes de insetos. Por ocasião do Dia da Terra, Citriodiol® chama a atenção para o impacto “invisível” destes produtos: uma vez aplicados, entram inevitavelmente no ciclo da água através do suor, do banho na natureza ou do ralo do chuveiro.

Além da eficácia: o problema da persistência ambiental

O verdadeiro desafio para o ambiente não é apenas a eficácia, mas também a persistência ambiental. Muitos ingredientes ativos sintéticos (como DEET ou Icaridina) podem ser tóxicos para organismos aquáticos e degradar-se muito lentamente.

Pelo contrário, escolher princípios ativos de origem botânica significa optar por uma molécula que a natureza seja capaz de reabsorver rapidamente.

5 falsos mitos que impedem a verdadeira sustentabilidade no setor de cuidados pessoais

1.”Natural é sempre biodegradável”

Muitas substâncias de origem vegetal, se não forem processadas corretamente ou se forem naturalmente persistentes, podem demorar muito para se degradar. Uma substância “rapidamente biodegradável” deve degradar-se pelo menos 60-70% no prazo de 28 dias: o rótulo “natural” não garante a ausência de acumulação no ambiente e por isso é sempre bom verificar se cumpre as normas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

2. “Se um produto é ecológico, é menos eficaz”

Esta é uma ideia agora ligada ao passado: hoje, de facto, a “química verde” permite-nos obter princípios activos botânicos com padrões de protecção muito elevados. No campo dos repelentes, estudos como os detalhados pelo Journal of the American Mosquito Control Association demonstram, por exemplo, que formulações vegetais avançadas garantem proteção contra mosquitos por até 6 horas, igualando o desempenho das moléculas sintéticas mais difundidas (como o DEET) nas doses autorizadas.

3.”O impacto ambiental dos repelentes diz respeito apenas às zonas costeiras”

Falso. A poluição da água é muitas vezes doméstica: dos relatórios do ISPRA (Instituto Superior de Protecção e Investigação Ambiental) sobre a presença de pesticidas e substâncias químicas na água verifica-se que 95% dos produtos aplicados na pele (cremes solares, loções, repelentes) são removidos durante o duche, acabando nas águas residuais. Se os princípios ativos forem persistentes, podem superar os filtros dos purificadores urbanos, que nem sempre conseguem reter micropoluentes químicos.

4.”A embalagem é o único indicador de sustentabilidade”

Muitas vezes nos concentramos na garrafa e na sua composição, ignorando o seu conteúdo real. No entanto, a análise do ciclo de vida (ACV) de um produto cosmético ou biocida revela que a fase de “utilização e eliminação do líquido” pode afetar drasticamente a pegada ecológica, ultrapassando o impacto da produção do próprio plástico (Agência Europeia do Ambiente EEA – Análise sobre a economia circular e produtos de consumo).

5.“As florestas servem apenas para produzir oxigênio”

Muitas vezes esquecemos que as florestas geridas de forma sustentável são verdadeiros “biorreactores” de matérias-primas renováveis: segundo o que foi relatado pela FAO na Avaliação Global dos Recursos Florestais, todos os anos o planeta perde cerca de 10 milhões de hectares de floresta devido a conversões agrícolas intensivas. A escolha de activos que derivam de florestas regenerativas ajuda a manter a biodiversidade sem consumir terras para novas culturas.

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