Drones no campo contra a mosca da oliveira: começa uma nova experiência na Andaluzia para uma defesa mais sustentável

O combate à mosca da oliveira entra numa nova fase graças à utilização de tecnologias de agricultura de precisão. A Denominação de Origem Protegida (DOP) Sierra Mágina, na Andaluzia, iniciou uma nova campanha de monitorização e controlo do principal parasita da oliveira, combinando sistemas de defesa tradicionais com uma experimentação cada vez mais extensa na utilização de drones para aplicação de tratamentos fitossanitários.

Depois dos resultados positivos obtidos nos testes piloto realizados no ano passado no município de Huelma, o projecto envolverá agora novos municípios e cooperativas do distrito. O objetivo é verificar, em maior escala, a eficácia das aplicações realizadas com drones em comparação aos métodos convencionais.

A nova tecnologia poderá representar um recurso importante especialmente para os olivais tradicionais localizados em zonas montanhosas ou caracterizados por encostas íngremes, onde o acesso de veículos agrícolas é muitas vezes complexo. Graças à capacidade de realizar intervenções direcionadas, os drones permitem distribuir produtos fitofarmacêuticos com maior precisão, limitando o desperdício e reduzindo o número de passagens no campo.

A campanha inclui ainda um complexo sistema de monitorização da mosca da oliveira. Os técnicos da DOP instalaram 42 postos de controle distribuídos por toda a área de produção, onde serão realizados levantamentos semanais para avaliar a presença do inseto, a fertilidade dos adultos e o nível de infestação dos frutos, de acordo com o protocolo da Rede Andaluza de Alerta e Informação Fitossanitária (RAIF).

Os dados recolhidos permitir-nos-ão identificar o momento mais adequado para intervir, otimizando os tratamentos e reduzindo aplicações desnecessárias. A informação será partilhada semanalmente com cooperativas, lagares e operadores da cadeia de abastecimento para que possam transferir rapidamente as indicações aos olivicultores.

Ao mesmo tempo, continuará a ser utilizado o tratamento tradicional com isco localizado, que continua a ser o sistema de controlo predominante. A introdução dos drones não visa substituir técnicas consolidadas, mas sim integrá-las a uma ferramenta capaz de aumentar a eficiência das intervenções.

Além dos aspectos agronómicos, a experimentação também analisa os benefícios ambientais e económicos. Uma utilização mais precisa dos produtos fitofarmacêuticos pode ajudar a reduzir o consumo, limitar o impacto ambiental das operações, reduzir as emissões associadas aos tratamentos e melhorar a segurança dos operadores agrícolas, abrindo caminho a um modelo de olivicultura cada vez mais sustentável e tecnologicamente avançado.

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