O almoço de Natal é muito mais que uma simples refeição: é um ritual que une a família e retarda o tempo. A casa cheira a pratos preparados com cuidado, muitas vezes seguindo receitas transmitidas de geração em geração. Começa cedo, com petiscos que enchem a mesa e abrem o apetite, enquanto histórias, risos e memórias voam entre um prato e outro. Os primeiros pratos chegam fumegantes, símbolo de abundância e partilha, seguidos dos segundos pratos que relembram a tradição da zona. Cada família tem seus hábitos, mas o espírito é sempre o mesmo: estar junto. O almoço arrasta-se, sem pressa, acompanhado de brindes e pequenos rituais. No final chegam as sobremesas, os esperados protagonistas, que marcam o momento de maior convívio. Mesmo quem come pouco permanece sentado, pois o verdadeiro sentido do almoço de Natal não está só na comida, mas no tempo compartilhado e no calor do carinho.
“Se você paga um pouco mais por um produto de qualidade, esse produto é consumido integralmente e nada é desperdiçado; você consegue um bom negócio e quase sempre são produtos que fabricamos na Itália”. Esta é a mensagem do Ministro da Agricultura, Soberania Alimentar e Florestas, Francesco Lollobrigida, sobre a compra de alimentos para as férias de Natal, na Unomattina na Rai1.
“Nunca pretendo que não compramos coisas alheias, mas – disse Lollobrigida – faço um raciocínio linear, somos uma nação que tem uma infinidade de produtos de altíssima qualidade com todos os preços possíveis, acho certo aconselhar, desejando um Feliz Natal a todos os italianos, que olhem para a qualidade dos produtos”.
Talvez, acrescentou o ministro, «compre um pouco menos e não desperdice nada. Este foi um dos dados que nos permitiu conquistar o reconhecimento da UNESCO para a cozinha italiana, a capacidade de não desperdiçar». Portanto, explicou Lollobrigida, se você compra muito com a ilusão de que aquele preço mais baixo é um milagre, é preciso saber que, em vez disso, esse preço muitas vezes “coincide com a baixa qualidade”.