publicou o primeiro Índice de Superstição Regional (ISR), estudo que mede o quanto os italianos ainda acreditam na sorte – ou no azar – cruzando dados do Relatório Antiplágio de 2025 (videntes, curandeiros e gastos com consultas) com buscas no Google por “horóscopo”, “mau-olhado”, “amuleto da sorte” e “sexta-feira 17”.
Segundo dados do Observatório Anti-Plágio, os italianos gastam um total de 5,7 mil milhões de euros por ano em consultas esotéricas entre reuniões presenciais e serviços online. Só as consultas presenciais valem 570 milhões de euros (o equivalente a 10% do total), um setor que resiste e cresce mesmo na era digital.
Rainha da superstição da Campânia
No topo do ranking está a Campânia (81,9/100), onde a superstição continua a ser um traço cultural vivo e partilhado. De acordo com o Relatório Anti-Plágio de 2025, a região tem 2.200 visionários activos e mais de 80 milhões de euros de despesas anuais em consultas presenciais.
As pesquisas online por “amuleto da sorte” (100/100) e “mau-olhado” (81/100) são as mais altas da Itália, enquanto Nápoles sozinha registra mais de 54.000 golpes relacionados ao ocultismo todos os anos, o número mais alto em nível nacional.
Lazio e Lombardia completam o pódio
Segue-se a Lácio (71,2/100), com 2.000 operadores e gastos de 75 milhões de euros por ano: Roma confirma-se como a capital das consultas e dos horóscopos digitais, com cerca de 39.000 fraudes por ano ligadas ao mundo do oculto.
Em terceiro lugar está a Lombardia (68,8/100), que lidera o ranking económico com 90 milhões de euros gastos em consultas e 2.500 visionários ativos. Também aqui a superstição permanece bem enraizada: Milão ocupa o segundo lugar a nível nacional em fraudes esotéricas (mais de 42 mil casos), demonstrando que mesmo o Norte mais produtivo não está totalmente imune à atração do mistério.
O Sul ainda acredita no destino, o Norte continua mais cético
Da Sicília (67,9/100) à Calábria (65,2/100), passando pela Puglia (65,4/100), o Sul confirma a profunda ligação com os ritos e crenças populares, enquanto as regiões do Noroeste e Nordeste mantêm valores mais baixos.
No final da classificação, Trentino-Alto Adige (24,9/100) e Valle d’Aosta (34,6/100) representam a face mais racional e reservada da Itália contemporânea.