O papel central do Mediterrâneo na produção de azeite virgem extra de elevada qualidade está mais uma vez confirmado. O Conselho Oleícola Internacional anunciou os vencedores da edição de 2026 do prestigiado Prêmio Qualidade Mário Solinas para o hemisfério norte, uma das competições de maior autoridade do setor.
Made in Italy também se destacou entre mais de cem amostras de todo o mundo. Na categoria “frutado verde intenso”, o primeiro prémio foi atribuído à empresa Sabino Leone de Canosa di Puglia, confirmando o elevado padrão de qualidade alcançado pelos produtores italianos.
A competição contou com a participação de 122 azeites de 12 países, com clara predominância de Espanha, que apresentou 59 amostras. Seguem-se Tunísia, Portugal e Marrocos, demonstrando uma crescente competitividade internacional.
Os prêmios foram divididos em diferentes categorias, baseadas principalmente na intensidade frutada e na escala de produção. Entre os vencedores destacam-se empresas de Espanha, Tunísia e até da China, um sinal de uma cadeia de abastecimento cada vez mais globalizada.
O júri internacional avaliou os azeites segundo critérios rigorosos, incluindo perfil olfativo, sabor, complexidade e persistência, atribuindo notas numa escala de 100. Apenas os produtos com melhores características sensoriais obtiveram reconhecimento.
Não faltaram outros prémios para Itália: na categoria de pequenos produtores, o segundo prémio foi atribuído a um lagar de azeite da Puglia, confirmando a vitalidade do tecido produtivo local.
A cerimónia oficial de entrega dos prémios terá lugar no dia 18 de junho, na sede do Conselho, em Madrid, onde se reunirão produtores e operadores do setor para celebrar a excelência do azeite virgem extra a nível global.
Num contexto marcado pelas alterações climáticas e pelos desafios produtivos, o concurso Mário Solinas continua a representar uma referência de qualidade, inovação e valorização da melhor produção olivícola do mundo.
“Este concurso reconhece o compromisso assumido para alcançar a excelência na produção de azeite virgem extra, bem como o trabalho e dedicação de quem cultiva oliveiras e obtém a partir das suas azeitonas um produto único e saudável. Pretende também sensibilizar os consumidores para a extraordinária diversidade de experiências sensoriais – gustativas e olfativas – que os azeites virgens extra podem oferecer”, afirmou Jaime Lillo, Diretor Executivo do COI.