Decepção olivícola no Nordeste: alternância e ataque da mosca pesam em 2025

Depois do ano excepcional de 2024, a olivicultura na zona de Alto Garda, no Trentino, enfrenta uma forte redução da produção. A colheita de 2025 fixou-se de facto nas 793 toneladas de azeitona, com uma produção de azeite de cerca de 99 toneladas, marcando uma diminuição significativa face ao ano anterior, quando foram colhidas 2.845 toneladas de azeitona, embora com um rendimento de azeite limitado (11%).

Os dados eram parcialmente esperados. A alternância de produção, fenómeno fisiológico da oliveira, afectou não só o Trentino nos últimos anos, mas toda a zona olivícola do norte de Itália e da Eslovénia. No entanto, a redução da produção em 2025 parece particularmente acentuada se considerarmos que a tendência sazonal foi globalmente favorável.

Durante a primavera não ocorreram geadas tardias, a floração foi discreta e o desenvolvimento das drupas não revelou problemas críticos significativos. Apesar disso, a produção final foi baixa, devido a uma combinação de fatores que afetaram negativamente o rendimento global.

Acima de tudo, a pressão da mosca da azeitona (Bactrocera oleae), principal adversidade da cultura, teve um impacto decisivo. A tendência climática dos meses de verão e outono, caracterizada por temperaturas moderadas e chuvas bem distribuídas, criou condições ideais não só para o crescimento das plantas, mas também para a proliferação do inseto.

De facto, nos últimos anos, temos observado um aumento da presença primaveril da mosca do petróleo, um fenómeno cada vez mais recorrente atribuível aos efeitos das alterações climáticas. Invernos mais amenos favorecem a sobrevivência dos adultos invernantes, que já não são eliminados naturalmente pelas baixas temperaturas. A isto soma-se a presença, na primavera, de azeitonas do ano anterior ainda nas plantas, que funcionam como reservatório de infestação e facilitam o início precoce das gerações de verão.

A olivicultura trentina estende-se por aproximadamente 500 hectares e representa a terceira maior cultura arbórea da província, depois das macieiras e da vinha. No entanto, é um sector caracterizado por empresas de pequena dimensão, com olivais que em média não ultrapassam os 3.000 metros quadrados, uma fragmentação que torna mais complexa a gestão coordenada dos problemas fitossanitários.

Neste cenário, a captura massiva da mosca da oliveira confirma-se como uma das estratégias mais eficazes e sustentáveis ​​para a contenção da infestação. A técnica envolve a instalação no olival de armadilhas específicas capazes de atrair e neutralizar os adultos e deve ser aplicada já em março.

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