É por isso que a colheita da azeitona Itrana é uma coincidência: a crise da azeitona latina

Também este ano a colheita da azeitona na província de Latina registará um declínio. Isto é previsto pelo Capol (Centro de Provadores de Produção de Azeite Lana). “O que causou este enésimo declínio – disse Luigi Centauri, presidente da Capol – foram as mudanças climáticas nos últimos anos e sobretudo a fraca frutificação das azeitonas no mês de maio.

Serão colhidos menos 20% em relação ao ano passado, cuja colheita já havia diminuído 15% em relação a 2023 e 30% em relação a 2022. Em suma, serão produzidos “apenas” 80 mil quintais de azeitona. Vale lembrar que a média anual foi de 250 mil quintais. Mas como o rendimento será melhor, os azeites que serão produzidos serão de 14.500 quintais, 1.200 quintais a mais que no ano passado. E todos os azeites, como no ano passado, excelentes, até porque muitas fábricas, entretanto, foram modernizadas tecnologicamente. Serão ricos em polifenóis, antioxidantes naturais, e por isso o equilíbrio entre o amargo e o picante será perfeito.

“A falta de produção nos últimos anos – continua o presidente da Capol – está a provocar a presença de olivais abandonados e negligenciados em algumas zonas da nossa serra. A recuperação destas áreas deve tornar-se uma das prioridades tanto para a valorização hidrogeológica e paisagística do território como para a procura cada vez maior dos consumidores por azeite virgem extra de qualidade. Censo 2020). Pela falta de cuidado com o território, são precisamente os olivais montanhosos que sofrem os maiores danos com os incêndios florestais, dada a sua proximidade com zonas arborizadas ou não cultivadas. Não se deve esquecer que no Agro Pontino o sector se caracteriza por dois produtos de elevada qualidade: o azeite Colline Pontine DOP e a azeitona de mesa Gaeta DOP. preponderância da variedade Itrana, teve uma valorização indubitável nos últimos anos não só no que diz respeito à azeitona de mesa, mas sobretudo na produção de azeite. Não é certamente episódico que nas grandes competições nacionais os produtores conquistem regularmente os primeiros lugares. Este sucesso reside, sem dúvida, não só nas características sensoriais da casta Itrana, mas também nas mais cuidadas técnicas de colheita e extracção do azeite. Os produtores – especifica o presidente da Capol – adquiriram a consciência de que para obter azeites de qualidade que permitam realçar as extraordinárias qualidades organolépticas e sanitárias desta variedade, é necessário utilizar azeitonas exclusivamente sãs, mas sobretudo antecipar o período de colheita que deve ocorrer no início do pintor, em detrimento dos maiores rendimentos que seriam obtidos com um maior grau de maturidade das mesmas azeitonas.

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