O combate aos incêndios florestais envolve realidade virtual. A partir de hoje, de facto, será possível, graças a um simulador, aperfeiçoar e melhorar a preparação de quem trabalha no sector dos bombeiros. Um projeto único que o Corpo Florestal do Estado ilustrou no Teatro Centro della Terra – Parque da Biodiversidade – da EXPO Milão, durante a conferência intitulada «Inovar para defender o planeta. O Projeto Simulador de Área de Incêndios Florestais – “Jogo Sério” entre incêndios virtuais e técnicas de simulação para combate ao crime de incêndios florestais”.
O evento foi, portanto, uma forma de apresentar ao público internacional da EXPO Milão 2015 as potencialidades e finalidades do primeiro simulador de combate a incêndios florestais, criado por uma Administração Pública. Um projeto digital, inovador e único a nível europeu para a defesa dos ecossistemas florestais. A plataforma utiliza cenários de simulação 3D, que reproduzem fielmente áreas arborizadas atacadas por fogo em um ambiente interativo de realidade virtual, de acordo com os princípios utilizados nos chamados “Serious games”.
Estiveram presentes no evento: o Chefe de Serviços Operacionais Fabrizio Bardanzellu; a Diretora da Divisão de Proteção Civil e Ajuda Pública Daniela Piccoli; o Chefe da Unidade de Investigação de Incêndios Florestais, Marco Di Fonzo. O professor Stefano Mazzoleni falou pela Universidade de Nápoles; para a componente de TI & Inovação, estiveram presentes Renzo Marin, especialista no setor, e Marco Massenzi, Diretor de Governo & Indústrias da empresa Vitrociset, que supervisionou a sua implementação.
O projecto surgiu da vontade do Corpo Florestal do Estado de apoiar o processo de modernização e revisão dos custos da Administração Pública num sector, como o dos incêndios florestais, que todos os anos absorve enormes recursos financeiros e onde não é razoável pensar em criar cenários reais de formação de quadros em formação para combater o fenómeno dos incêndios florestais.
O sistema Vitrociset FFAS cria um ambiente de simulação “imersivo” num espaço de aproximadamente 300 metros quadrados que permite, para além da formação para a gestão óptima das actividades de gestão de extinção de incêndios florestais e dos gestores das Salas Unificadas de Operações de Protecção Civil, também a de apoio à actividade técnica de polícia judiciária da Unidade de Investigação de Incêndios Florestais do Corpo Florestal do Estado.
O simulador fornece ferramentas para aplicação do Método de Evidência Física, metodologia científica criada para identificar os pontos de ignição das chamas e aprimorar as técnicas investigativas para identificação dos autores do crime de incêndio florestal.
O Corpo Florestal do Estado criou o simulador FFAS, com fundos europeus do PON – Objectivo de Convergência 2007-2015, aproveitando a colaboração científica do Departamento de Agricultura da Universidade de Nápoles “Federico II” e colocando-o estrategicamente no seu Centro Nacional de Formação de Castel Volturno (CE) para reforçar a presença do Estado numa zona com forte exigência de legalidade e requalificação social.