Castela-La Mancha encerrou a campanha de azeite 2025/2026 com uma produção total de 138.291 toneladas de azeite. Um valor inferior ao da campanha anterior, mas ainda assim significativo: está de facto 18,6% acima da média dos últimos dez anos e representa cerca de 11% da produção nacional, superando também a média histórica regional de 9,2%.
Segundo dados oficiais divulgados pela Consejería de Agricultura, Ganadería y Desarrollo Rural, o setor oleícola regional confirma uma boa capacidade de produção e uma importância crescente no panorama agroalimentar espanhol.
Durante o evento NaturAceite, o Conselheiro da Agricultura, Julián Martínez Lizán, destacou a solidez do setor, destacando como a região hoje consegue aliar quantidade e qualidade. Um elemento que se reflete também no crescimento das exportações agroalimentares, cada vez mais orientadas para os mercados internacionais.
Num contexto global caracterizado pela instabilidade geopolítica, o governo regional está a concentrar-se decisivamente na promoção de produtos como uma alavanca estratégica. O objetivo é reforçar a presença do azeite nos mercados externos e aumentar o valor acrescentado diretamente nos territórios de origem.
Os números confirmam também o peso estrutural do setor: cerca de 83 mil olivicultores, 264 lagares e 460 mil hectares plantados com oliveiras. A isto somam-se quatro Denominações de Origem Protegidas, unidas sob a marca de qualidade “Campo y Alma”, que contribuem para valorizar a produção local.
Castela-La Mancha consolida-se assim como a terceira maior zona produtora de azeite do mundo, atrás apenas da Andaluzia e da região italiana da Apúlia, reforçando o seu papel na cena internacional.
Além dos números, o impacto socioeconómico do sector continua a ser central. Em muitas zonas rurais, como a zona de Mora, a olivicultura representa uma fonte essencial de emprego sazonal e de estabilidade económica, além de desempenhar um papel fundamental na proteção da paisagem agrícola.
Neste contexto, o setor do azeite confirma-se não só como um pilar produtivo, mas também como um elemento chave para o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial da região.